sábado, 23 de maio de 2009

Chaplin



"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira que ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado para fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio se ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar mais novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para o colégio, tem várias namoradas, vira crianças, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses da vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito? "

Charles Chaplin

quarta-feira, 13 de maio de 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Por uma Janela



Sentado na cama ainda desarrumada, olhava pela janela o mundo que o esperava dentro de instantes. Justamente por isso, tentou se manter indiferente daquele. Fez de seu pensamento o próprio mundo. Manteve-se isolado daquela confusão e de todos aqueles sons. Pela janela observou o parque municipal. Uma velhinha caminhava tranquilamente. Uma criança chorava ao cair de seu brinquedo. Seu café esfriava enquanto ele voava. Naquele momento, nada disso era importante. Apenas a solidão lhe confortara. O vento matinal que entrava pela janela o tocou como uma ameaça. Anunciava uma forte tempestade, embora o céu lá fora ainda estivesse claro. Porém, naquele momento, apenas queria apreciar aquele mundo pacífico que tinha por uma janela.
O horizonte, visto por aquela janela, era um prédio há alguns quilômetros dali, além do parque. Cinza, rude. Criando um contraste com o verde e a alegria do local.
Levantou-se da cama e fechou a janela. Viu que o mundo por uma janela era muito bonito, porém, limitado. Por uma janela ele via apenas uma criança chorando. Fora desse mundo, havia milhares de outras crianças sorrindo sonhando com seu futuro longínquo. “Pobres crianças, ainda não sabem como é triste o mundo por uma janela.”
Terminou de se aprontar e saiu. Preferiu o mundo por sua janela.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Prezada Mulherzinha...

É muuuito massa esse texto...Dessa vez Carlota acertou kkkkkk Amei essa autora, muito crítica ela.



Prezada Mulherzinha...[Fernanda Young]

"Se existe alguém que pode falar o que vou falar para você, sou eu.
Então, por favor, tenha a humildade de admitir que sei o que estou falando.
Pois o que eu te direi é duro, mas poderá te fazer um bem enorme.
Chega.
Chega de se comportar assim.
Como se estivesse lutando pelo posto de rainha da bateria. De Miss Maravilha do Mundo.
Basta de ataques, dessa competitividade suburbana eu sou a melhor, eu sou a mais alta, eu sou a mais gostosa do pedaço.
Ninguém tá ligando a mínima se você corre 10 quilômetros ou se aplicou Botox nessa sua testa sem expressão.
Ou se você é assim porque ainda não passa de uma menininha que quer ser mais perfeita do que a mãe, conquistar o amor do pai e ser a primeira da classe.
Esse teu afã psicopata de vencer todas as paradas só te deixa ridícula.
E me faz querer usar um termo que odeio: coisa de mulherzinha.
Mulherzinha é que tem essa mania de estar sempre desconfiada das amigas, porque todas teriam inveja do seu corpão e do seu cabelão estilo falso-loiro-natural-cinco-tons.
Lamento informar, querida, que ninguém sente inveja de você.
Por isso, chega de dizer por aí que, para não atrair olho grande, é bom ficar de bico fechado sobre a tal possível promoção que você terá no trabalho.
Relaxa, ninguém está a fim de ser você.
Tente, portanto, ser você com mais leveza.
E lembre-se: esse negócio de dizer que não se pode confiar em mulheres só comprova que você é uma pessoa maliciosa.
Sendo que isso está longe de ser porque você é fêmea.
Quando vejo você tagarelando sobre seus feitos sexuais, sinto-me num filme ruim sobre ginasianas americanas. Todas fanhas e excitadas.
Chega, tá?
De azucrinar os outros com essa sua boca-genital lambuzada de gloss, cuspindo baixos-clichês, simulando uma modernidade que você não tem.
Nunca mais caia no ridículo de fazer "sexo casual" com nenhum tipo de homem, mais velho ou mais novo, casado ou solteiro, porque todo mundo já sabe que você finge tudo. Que goza, que não se sente fácil, que não liga quando os caras não telefonam no dia seguinte.
Seja honesta uma vez na vida: confesse.
Que você não é nada tão wild quanto se vende.
Que não sabe falar tão bem inglês assim.
Que fez escova progressiva.
Que tem dermatite.
E enfim você terá alguma paz, pois se reconhece humana, e não a barbie boba que você procura ser.
Acredite: idiotice só te faz charmosa para os cafajestes.
Se continuar assim, nunca vai aparecer aquele cara bacana que você gostaria que aparecesse; para lutar por você, até te conquistar, e destruir essa tua linda silhueta com uma gestação de 15 quilos.
É triste, amiga Mulherzinha, mas você terá que abrir mão da máscara de rímel que cobre a sua verdade."


by Fernanda Young

quarta-feira, 29 de abril de 2009


De todas as coisas que eu tive, as que mais me valeram, das que mais sinto falta, são as coisas que não se pode tocar, são as coisas que não estão ao alcanço de nossas mãos, são as coisas que não fazem parte do mundo da matéria.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

De repente...senti SAUDADE...

Recebi um email com essa mensagem...lembrei do passado um pouquinho e resolvi postar aqui com algumas fotos antiiiigas minhas. Espero que gostem...

Dizem que saudade é uma palavra exclusiva de quem fala português...
Saudade pode ter vindo do latim, nossa língua mãe: solitate. E quer dizer solidão. Quem tem saudade é porque está sozinho.
Mas saudade pode ter vindo do árabe, uma das línguas que deixam suas marcas no português. “As expressões suad, saudá e suaidá significam sangue pisado e preto dentro do coração, além de serem metáforas de profunda tristeza”, diz o dicionário. Quem tem saudade, portanto, está triste, com “dor” no coração.
Assim sendo, a palavra está carregada de melancolia. Por que, então, um dia para a saudade?
Porque a saudade é boa. Só temos saudade do que foi bom, de quem foi querido, de quem sentimos falta, de um lugar que nos fala ao coração... Ninguém tem saudade da dor, mas a dorzinha que fica por algo muito bom, essa não tem problema.
O problema da saudade é quando ela toma o lugar da realidade, do presente. Daí já nem é saudade e pode ser apenas tristeza de não estar feliz, de não saber ser feliz ou de não querer ser mais feliz.
A saudade boa dá poesia, música. A outra assim chamada saudade precisa de cura.
A saudade boa dá um aperto no coração; a outra, entrava o coração.
E coração não pode viver só de saudade, porque corre o risco de não fazer poesia, nem de criar música, apenas de instalar-se num mundo pequeno, fechado, que se corrói e se consome em seu próprio fantasiar e dor.
Neste dia da saudade, não abandonemos as boas lembranças e cantemos como os salmistas que não deixam nunca de falar dessa saudade do infinito que mora em nosso peito e que nos faz desejar ardentemente ver a face a Deus.